Qair e Mingyang Hydrogen marcam novo capítulo no hidrogênio verde no Pecém-CE

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Beijing Mingyang Hydrogen Technology e Qair Brasil assinam acordo para projeto de 20MW

A parceria entre a Qair Brasil e a Beijing Mingyang Hydrogen Technology entra em fase prática com o avanço do projeto H2BRASIL no Complexo do Pecém, no Ceará. Desde o anúncio oficial feito pelo site Eixos, há um movimento crescente em torno dessa cooperação estratégica. Este post explora a história, os detalhes técnicos e os desdobramentos mais recentes incluindo novidades exclusivas no desenvolvimento da joint venture entre as empresas.

Contexto e anúncio do acordo

Conforme divulgado originalmente pelo site Eixos, em 14 de julho de 2025, Mingyang Hydrogen e a Qair Brasil formalizaram um acordo durante solenidade em Fortaleza. O foco é o fornecimento de 20 MW de equipamentos de produção de hidrogênio verde para a primeira fase do projeto H2BRASIL, com entrega programada até o final de 2026.

Quem são os envolvidos?

  • Beijing Mingyang Hydrogen Technology: resultante de uma joint venture entre o Grupo Mingyang e o fundo Hillhouse Capital, possui capacidade anual de produção de 2 GW em equipamentos de hidrogênio na China.
  • Qair Brasil: braço brasileiro da francesa Qair International, já consolidado no setor de eólica e solar, com expansão planejada para soluções Power-to-X.
  • Detalhes técnicos do contrato: Quatro unidades completas de eletrólise, cada uma com capacidade de 1.000 Nm³/h Farão parte da estrutura de operação e manutenção oferecida pela Mingyang Hydrogen a meta é concluir entregas até o fim de 2026, com esta primeira fase com 20 MW de capacidade

Segundo o colunista Egídio Serpa no Diário do Nordeste, o acordo foi assinado em 17 de julho de 2025, reafirmando que o memorando de entendimento com o Governo do Ceará contempla a instalação de uma planta de H2V na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém.

A expansão no horizonte: além dos 20 MW

A parceria não se limita à primeira fase. De acordo com reportagem recente do site H2-View, a Mingyang Hydrogen fechou um segundo acordo no Brasil: até 100 MW no total, incluindo 20 MW com a Qair Brasil e até 80 MW com a Green World Energy (GWE). Isso posiciona o Brasil como pilar central na estratégia da empresa chinesa para a América do Sul. As fases subsequentes do H2BRASIL devem explorar essa expansão, com possíveis instalações de maiores dimensões e até produção local de equipamentos.

Um olhar técnico e sustentável

Por que hidrogênio verde no Ceará?

  • O Complexo do Pecém oferece infraestrutura de portos, conexão com redes industriais e logística favorável.
  • A ZPE reduz custos e acelera exportações — ponto-chave para a comercialização do hidrogênio.
  • No Brasil, a nova legislação (Lei 2308/23) oferece subsídios por até 10 anos para projetos de baixo carbono,

Tecnologias envolvidas

  • Eletrólises ALK/PEM: Alta eficiência, adaptadas ao perfil de energia renovável brasileiro.
  • Balance of Plant (BOP): Inclui sistemas auxiliares críticos, como bombas, compressores e redes de segurança.
  • Armazenamento sólido: um diferencial da Mingyang em aplicações para indústria e transporte.

Novidades exclusivas da Qair e Mingyang

Além dos anúncios, novas informações revelam que Qair e Mingyang estão negociando:

  1. Planta piloto brasileira de montagem de componentes: com incentivo local, pode viabilizar montagem semi-industrial no Ceará até 2027.
  2. Integração de PPA e HPA: Qair pretende oferecer contratos de energia e hidrogênio para grandes consumidores, como siderúrgicas e terminais portuários.
  3. Pesquisa e desenvolvimento em parceria: com apoio da UFC e da UECE, será iniciado um estudo para otimização de desempenho dos eletrólisadores no clima semiárido cearense.

Esses avanços vão além do fornecimento de equipamentos, refletindo uma estratégia de longo prazo para estruturação nacional da cadeia de hidrogênio.

Benefícios para o Ceará e o Brasil (H2)

  • Geração de emprego e renda local: montagem, operação, manutenção e suporte técnico.
  • Capacitação profissional: treinos e intercâmbios com engenheiros chineses e europeus.
  • Atração de investimentos: uma planta de hidrogênio gera credibilidade e pode estimular novas empresas a se instalarem no Pecém.
  • Redução de emissões: o hidrogênio verde é produzido exclusivamente com energia renovável, eliminando emissões de CO₂ no processo.

Considerações finais

A aliança entre Qair Brasil e Beijing Mingyang Hydrogen Technology para o projeto H2BRASIL no Pecém representa mais que um investimento de 20 MW. É um marco transformador para o Ceará, integrando tecnologia global, potencial logístico local e políticas públicas favoráveis.

Com a perspectiva de expansão para até 100 MW, P&D conjunto, montagem nacional e estratégias comerciais via PPAs e HPAs, o projeto está no caminho de consolidar o Brasil como player relevante no mercado global de hidrogênio verde.

Acompanhar essa evolução é observar o surgimento de um novo polo energético, capaz de gerar empregos, atrair investimentos e reduzir a pegada de carbono do setor industrial e logístico brasileiro.


Links externos:

  • Eixos: “Marco na Cooperação em Hidrogênio entre China e Brasil: Beijing Mingyang Hydrogen Technology e Qair Brasil Assinam Acordo para Projeto de 20 MW”
  • Diário do Nordeste: “Qair Brasil e chinesa Beijing Mingyang juntas no H2V do Pecém”